sábado, 29 de novembro de 2008

Bob Dylan - Blood of the Tracks


Descobri essa preciosidade e não largo mais. Bob Dylan provando mais uma vez o quanto a felicidade pode ser fácil.
O "Blood of the Tracks" tem sido a minha mais doce companhia.

Talvez não fosse sensato dizer publicamente que gostei mais desse disco, do que do clássico (e apontado como essencial) Blonde on Blonde.
De qualquer forma, na dúvida, fique com os dois.
Aproveito para lembrar que Bob Dylan foi eleito como o 7° melhor cantor de todos os tempos na lista organizada pela revista Rolling Stone.
Convenhamos que voz não é muito o forte do mestre do folk. Álias, a lista em si, é uma piada sem graça.

Download Blood of the Tracks.

Radiohead no Brasil...

E foi dada a largada para a maior histeria indie que esse país já viu...


Finalmente, depois de longos anos de espera, o Radiohead (banda querida de 10 entre 10 indies) confirmou sua vinda ao Brasil, em março de 2009, para duas apresentações históricas: 20/3 na praça da Apoteose (RJ), 22/3 na Chácara do Jockey (SP).

Os ingressos começam a ser vendidos no dia 05/12 nas bilheterias do Pacaembu e Maracananzinho, e no site http://www.ingresso.com/, pela singela quantia de R$200,00.

A banda islandesa, Sigur Rós, já vem sido apontada para abrir o show do Radiohead na turnê sul-americana (com shows também marcados no Chile e na Argentina), entretanto, segundo informações da impressa chilena o Portishead, deve abrir os shows do Chile.
Tendo em vista a tradição brasileira, a banda de abertura deve ser nacional. Especula-se a volta do Los Hermanos à ativa. O jornalista e ex-editor da finada revista Bizz, José Flávio Jr., disse, na comunidade da Bizz no orkut, que já havia dado a idéia na reunião de conselho da Oi (patrocinadora do evento). Sobre isso apenas o que eu já havia postado na comunidade:

"eu acho uma burrice a volta do los hermanos agora. desde o "4" ficou muito evidente que a sintonia entre a parceria amarante/camelo tava se perdendo, oq foi comprovado agora, depois que seus projetos-solos foram lançados. los hermanos, na minha opnião, é (foi, não sei) uma das bandas mais significativas do brasil, mas não adianta forçar, não mesmo! se eles tiverem que voltar, não vai ser por toda essa estratégia de marketing promovida por um show do radiohead no brasil, mas sim, com um álbum tão bom quanto o "bloco do eu sozinho"."
Mas essa é uma outra história.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Tchubirubing...


Vamos lá pessoal! Alguém aí consegue me dar uma explicação plausível pra esse inferno astral na vida de Marcelo Camelo?
Primeiro o meia-boca disco solo "Sou", seguido dessa maluquice que foi (ou é, não sei) os Imprevisíveis (lê-se Imprestáveis). Agora corre o boato do suposto namoro dele, com a cantora-sensação do momento, Mallu Magalhães. Como já tá muito na moda falar mal da Mallu, não vou me extender. Só acredito que sim, ela é talentosa, mas autista demais pro meu gosto. E autismo em excesso acaba por destruir a produção artística do cidadão. Mas a gente releva pela pouca idade da garota (ela tem apenas 16 anos).

Agora o Marcelo... Com 30? Viajando desse jeito...


Nessas horas acredito que o Amarante fez bem em pular fora do Los Hermanos, antes que o barco afundasse de vez.

E enquanto isso, na sala de justiça, o ex-hermano segue firme com o Little Joy, junto com Fabrizio Moretti e Binki Shapiro. Segundo o Popload (do jornalista Lúcio Ribeiro) a banda já anuncia os shows marcados pro Brasil:

"LITTLE JOY NO BRASIL - A banda de Amarante/Moretti engrossa a lista de shows já grande de 2009 no Brasil. De 23 a 31 de janeiro, Rio, SP, BH e Salvador recebem o stroke solo e o ex-hermano. Acho que no Rio está definido que a apresentação será no mitológico Circo Voador."
(popload - 18/11/2008)



Falando nisso, essa semana o Little Joy lançou o clipe de "Unattainable". Uma delicada pérola pop, moldada pela bela voz da bela Binki Shapiro.


Melhor e mais saudável.
Camelo que continue no deserto.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Teenage Fanclub - Grand Prix

Download: http://rapidshare.de/files/17497677/1995-grand-prix.zip.html
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A banda escocesa mais influente do pop mundial num disco histórico, Grand Prix, de 1995.
Uma aula de música pop.
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Tenho ouvido muito essa obra-prima, Grand Prix tem sido meu companheiro de viagem até a faculdade. O que me faz lembrar que, na correria dessa semana, não tenho atualizado meu mp4, amigo e parceiro de todas as horas.
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Pra quem gosta de: sonhar acordado.
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Reciclando velhos vícios...

Depois do post sobre o "Sha Sha" do Ben Kweller, confesso a vcs, leitores (???) que adoro reciclar antigos vícios. Na verdade, sempre achei que um disco que escuto hoje, é uma ponte pro que irei recordar amanhã.
E hoje recordo que meu irmão tinha uma fita vhs de um especial de bandas alternativas brasileiras tocando ao vivo no Lado B, da MTV. E a banda que eu mais gostava era o Pin Ups, que no show tocava "To All Our Friends".

Com certeza, o Pin Ups é a mais significativa das bandas undergrounds brasileiras, perpetuando aqui todo o legado do Echo and The Bunnymen. A banda surgiu em 88, em São Paulo, mas só em 92, o Pin Ups contou com a clássica formação: Zé Antônio (guitarra), Eliane (guitarra), Flávio (bateria) e Alê (vocal e baixo).
Em 95, já depois de quatro discos lançados, começou o que seria chamada de trilogia cinematógrafica, com o lançamento do álbum "Jodie Foster".
Em 97, a banda lança o disco que, na minha opinião é o melhor trabalho deles, "Lee Marvin", que trouxe canções como "Loneliness", "You shouldn't go away" e uma das melhores músicas da banda, "Guts".
A trilogia é encerrada, com o álbum "Bruce Lee" em 99. Na faixa "To All Our Friends" a banda já mostrava um aparente cansaço com a correria das turnês. O ponto forte do álbum são os solos e ao arranjos de guitarras, vigorosos, concisos, elegantes, que respaldam o vocal delicado de Alê – ponto para Zé Antônio, o “guitar hero”. Simples, sem ser simplório, a banda escapa dos dois vícios que acometeram o pop brasileiro (sim, eles cantam em inglês, mas são brasileiros): não tenta ser “cabeça” nem estúpida. No Pin Ups, sobra sinceridade, coisa que pode ser vislumbrada num registro acústico ao vivo, já que o show é um dos maiores veículos de divulgação para o circuito underground e a sua principal razão de existir, permitindo o contato direto com o público.
Boa parte das músicas do show vêm do álbum anterior, “Lee Marvin”, sendo que as mais lentas se destacam – “Weather” (tão bonita quanto a versão original), “Loneliness”, “Guts” -, mais covers interessantes, como “The Model”, do Kraftwerk (muito boa) e “Revolution”, dos Beatles.
"Bruce Lee" encerra a trilogia, e a banda anuncia o fim durante um show em Sorocaba, interior de São Paulo.
Para quem conhece o Pin Ups é uma excelente pedida, e para quem não conhece, nunca é tarde para começar!

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Viver a Vida (Vivre sa Vie)

O que existe de mais perigoso quando se fala em Jean-Luc Godard? Submeter-me ao rótulo de pseudo-cool-underground-blasé, ou cair na obviedade de falar bem de um cinesta vanguardista?
Mas se o que vale é a intenção, pois bem! "Viver a Vida" (Vivre sa Vie, França, 1962) soa com um afago no rosto, seguido por um tapa com luva de pelica.
A história é a de uma jovem vendedora de discos, Nana (Anna Karina), que acaba cedendo as "facilidades" da dura vida de prostituta, e que segundo o narrador “vendeu seu corpo, mas guardou pura a alma”.
Para ela, tudo que acontece em nossas vidas é de nossa total responsabilidade, não deixando espaço para que o mundo exterior intervenha no nosso destino. No entanto, a seqüência final representa, claramente, o oposto, ou seja, como, muitas vezes, fazemos parte de um jogo em que cada movimento é determinado por forças externas.
"O pássaro é um animal com exterior e interior. Tire o interior e sobrará o exterior. Tire o exterior e verá a alma". Pássaro, símbolo da liberdade. Nana não é um pássaro, Nana não é livre - assim como todo ser humano.
O filme é cortado em 12 quadros (ou episódios) e cada qual representa a via-crucis da protagonista.
O que pude perceber na obra, é uma desconstrução da idéia de liberdade, e de que até que ponto podemos conhecer o ser humano.
E Godard nos desafia a conhecer a protagonista: Nana de perfil, Nana de frente para a câmera, depois de costas para a câmera, depois chorando no escuro do cinema, fumando um cigarro em um café, prestando depoimento cabisbaixa, flertando com a câmera, dançando, se auto-descrevendo... De um plano a outro, a iluminação varia para encobri-la de sombra ou banhá-la de luz. Esta é a beleza do filme: a luz e sombra. Godard filmou o eclipse de um rosto, o rosto da belíssima Anna Karina.


Um filme envolvente.
À maneira de Godard.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

O Honesto R.E.M

Parafraseando o que o Lúcio Ribeiro disse certa vez em relação a especulação de um show do Radiohead no Brasil, quem "acendeu sua vela indie" saiu ganhando. Depois de oito anos sem nenhum show no Brasil (o último foi a histórica apresentação no Rock in Rio III), o R.E.M, banda liderada pelo simpático Michael Stipe, chega ao Brasil pra uma mini-turnê de quatro apresentações, que começará hoje, quinta-feira (06), em Porto Alegre. No sábado (08) a banda segue para o Rio de Janeiro, e finaliza com duas apresentações em São Paulo (10 e 11).

Depois do "the greatest hits" apresentados no último show da banda em terras tupiniquins, o foco dessa vez, está no último e excelente álbum "Accelerate" e algumas velharias do fundo do baú.
Desde que iniciou a turnê, em março desse ano, já se foram quase 80 apresentações, alguns abertos pelo Modest Mouse.
Dizem, que nenhum show do R.E.M é igual ao outro. Um dos momentos mais fortes do show é quando "Electrolite" é tocada. É quando Stipe pede para que todos elevem seus celulares ao céu e finaliza dizendo que, as luzes deixam o show parecido com o Hollywood Hill ao anoitecer.

Não dá pra prever um show do R.E.M, e com certeza um será diferente do outro. Mas a banda, em sua melhor forma, mostra que apesar disso, serão apresentações igualmente históricas.


Da série: Não ouvi e não gostei.

Acho que, ao contrário do que é anunciado na capa do disco, ninguém mais espera o "Chinese Democracy" do Guns n' Roses. Ainda sim, a banda do agora, gordo, velho e cabeludo Axl Rose, lança no dia 23 desse mês o disco que, por pouco não vira lenda na história do rock.
Foram 17 anos de espera, desde que o último disco de inéditas do Guns foi lançado. Nesse meio tempo, Axl engordou, fez um patético show no Rock in Rio em 2001 com a apresentação oficial do guitarrista Buckethead e seu balde de fast-food na cabeça.
Álias, da clássica formação do Guns, apenas Axl permanece. O Chinese Democracy já está disponível no site das Americanas.com pela bagatela de R$27,90.
Com certeza, um disco que esperou mais de 15 anos pra ser lançado, não vai nos acrescentar nada de novo.
É a mesma farofada de sempre.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Os Imprevisíveis


Marcelo Camelo em Os Imprevisíveis.
http://www.myspace.com/imprevisiveis


Eu, com certeza, era uma das maiores fãs de Marcelo Camelo. Ainda acredito que isso seja excesso de Chico Buarque e palmito.


Eu ia comentar, mas acho que é uma piada. Só pode ser.

Ben Kweller



"Saudade das minhas lembranças!". Assim diria o Nervoso se estivesse em meu lugar. A saudade, no caso, é de mim mesma. Não sei explicar muito bem, mas de repente tive uma vontade enorme de voltar a escutar discos que eu adorava e que já estavam um pouco esquecidos.

Quando eu tinha 16 anos, dois discos não saiam do meu cd player: "Wowee Zowee"(1995) do Pavement, e o "Sha Sha"(2002) do super-cool, Ben Kweller. Pois hoje, Ben em especial me pegou (novamente) de jeito, e me bateu uma saudade da época em que fazendo planos sustentados pelo nada, eu cantarolava feliz da vida "how it should be".
Eu queria conhecer o Ben Kweller, ele parece ser um cara bacana. Aos 13 anos, em plena febre grunge, formou o Radish, banda com a qual Ben adquiriu certo sucesso.
Insatisfeito a banda se defez em 1999 e, influenciado pela cena alternativa de Nova York, Kweller decide lançar-se como cantor solo agregando a sua música influências (Bob Dylan, R.E.M, Beatles...) até então escondidas na época do Radish.

"Sha Sha" foi gravado no verão de 2001 e lançado em 2002, mostra um Kweller mais maduro musicalmente, com grandes influências do folk e do rock alternativo americano.

Fora isso, eu diria que é um disco feliz, com faixas cativantes como "How it should be", "Commerce, TX", "In others words" e "Lizzy".