terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Hennie Haworth

Tô fascinada com o trabalho da designer gráfica e ilustradora britânica, Hennie Haworth.
O trabalho de Hennie consiste em agrupar coisas transformando cotidiano - paisagem, pessoas, comidas e objetos coloridos - em arte contemporânea. Tudo isso com as famosas canetas hidrocor usadas no jardim de infância.






Seria muita descaração da minha parte dizer que estou fazendo desenhos abusando das canetinhas hidrocor a la Hennie Haworth?

The Cheeksters - Movers and Shakers

O The Cheeksters é um duo formado pelo britânico Mark Casson e pela americana Shannon Hines. Descobri recentemente essa delicada obra do sunshine pop que foi lançada no ano passado.
Eclético e delicioso, em dez faixas as influencias vão do mais puro brit-pop ao soul americano dos 60’s. Toda essa mistura sonora é muito bem feita, sem deixar de ser contemporânea, onde a maioria das canções soam como um pop adorável e cheio de frescor capaz de mudar qualquer segunda-feira modorrenta.
Sempre pensei em como deve ser o gosto dessas coisas que, estranhamente, tem cheiro bom: amaciante, batom, livro novo, sabonetes de erva-doce...


Stuart Murdoch trabalha em filme

Depois de uma longa espera, o Belle and Sebastian lançou, na metade de novembro, o álbum The BBC Sessions - com quatro faixas inéditas, versões de músicas dos primeiros discos da banda e um registro ao vivo em Belfast. Enquanto os fãs aguardam por um disco de inéditas, o vocalista da banda escocesa, Stuart Murdoch, começa no ano que vem a produção do filme "God Help The Girls".
Enquanto isso, ele vem trabalhando na trilha do filme que contará com os membros do Belle and Sebastian e outros intérpretes.



Que o Stuart copiava a forma que o Morrissey dançava e o jeito que ele se veste e algumas linhas das músicas dos Smiths, todo mundo sabe.
Agora não sabia que ele era tarado a ponto de colocar um sósia do rei do pop britânico pra ser protagonista do filme.



But some boys are bigger than others...

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Roberto Carlos - Detalhes


Detalhes (1971) mostra um Roberto Carlos mais maduro, misturando o romantismo, o rock e a soul music. Ninguém falou tão bem de amor, perda e sofrimento quanto o rei nesse clássico da música brasileira.
Entre a ceia de Natal e as cervejas que tomei, Roberto embala a saudade de tudo o que eu ainda não vivi.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Feliz 2009, Brasil!

O começo de 2009 será um bom ano para os amantes de música pop. Além da já confirmada vinda do Radiohead, em março, passará também por solos brasileiros: Little Joy, Elton John, Kraftwerk, Coldplay, Keane e Alanis Morrissete.

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Alanis Morissette, no Brasil.

Manaus (dia 21 de janeiro, no Studio 5), por Brasília (23/01, no Ginásio Nilson
Nelson), Fortaleza (24/01 no Siará Hall), Teresina (28/01, no Atlantic City
Club), Recife (30/01 no Chevrolet Hall), Salvador (31/01, no Festival de Verão),
São Paulo (03/02 no Via Funchal), Rio de Janeiro (04/02, no HSBC Arena), Belo
Horizonte (05/02 no Chevrolet Hall), Florianópolis (07/02 no Pachá) e Porto
Alegre (10/02 no Pepsi on Stage).


Sim! Eu estou tentada em ver Tia Alanis, sob a pretensão (minha, é claro) de que ela adote a velha estratégia de enganar os fãs com o velho repertório de sucessos, porque confesso, desconheço o trabalho da cantora canadense desde o "Unplugged MTV".

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"Oi, zente!" (ic)

Se conseguir sobreviver, quem também passa pelo Brasil é Amy Winehouse. A notícia ainda não está confirmada.

E pra terminar...

Agora sim, ficou difícil escolher.

Backstreet Boys confirmam dois shows no Brasil em março do ano que vem.
Eu subestimo muito esses astros pops! Nem sabia que eles ainda resistiam. Agora, sem Kevin Richarson.
Sem o Kevin, eu preferiria mil vezes ir ao show do Radiohead e gritar "GOOOOSTOSO!" pro Tom Yorke.

"Gostoso? Eu?"

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Little Joy - No One's Better Sake

1° clipe oficial do Little Joy e com participações luxuosas (vide Devendra Banhart).

Eu sempre achei que essa música merecia ser single.

Capitu

Alguém tem assistido a minisérie global Capitu? Ok. Não tem a mínima novidade. São as mesmas expressões e exageros típicos do teatro de rua já representados em Hoje é dia de Maria.
Mas isso aqui é bom.

Foi o Beirut que embalou a cena do primeiro beijo entre Bentinho e Capitu.
(até rimou)

Recomendação da casa.

O álbum "Daydream" da banda americana The Lovin' Spoonful.

Download "Daydream"

Diretamente dos anos 60, o The Lovin' Spoonful combina o folk, rock e country. Tão agradável quanto uma tarde preguiçosa.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

The Go! Team

Handclaps, vocalzinho a la Cheerleaders, e uma diversão quase infantil.

Ouvir The Go! Team me faz lembrar que, até outro dia, minha única preocupação era imaginar como seria o próximo episódio das Tartarugas Ninja.

Música para novos acampamentos.

Dizem que Seattle não é mais como era antigamente. E não é. Vide a nova banda saída de uma cidade que foi palco de toda a cena grunge do início dos anos 90.
O homônimo disco do Fleet Foxes tem sido elogiadíssimo e foi até apontado como a melhor gravação do ano numa lista organizada pela revista inglesa Mojo.
Confesso que o cd ficou aqui no meu pc, de molho, durante uma semana. Mas ontem, resolvi deixar a preguiça de lado e checar o álbum.

É um bom disco. Com manisfestações vocais que nos remete às criativas linhas de Brian Wilson no Beach Boys, contrastando com os arranjos de teclado e corda e um violão caindo para o country, tornando o disco quase uma expressão bucólica do folk.

Na minha opinião, o Fleet Foxes ainda não consegue ser a melhor gravação do ano. Mas não deixa de ser uma grata surpresa - como surpresa, sim, talvez sejam os melhores. Mas o disco é um aconchego pros ouvidos. Um aconchego ensolarado e relaxante vindo diretamente da cinzenta Seattle.

Para ouvir passando manteiga no pão.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Melhores do ano por Ryan Adams


O astro do alt-country, Ryan Adams, divulgou a pedido da revista Filter, sua lista de melhores lançamentos do ano:

Testament - "The Formation of Damnation"
Krallice - "Krallice"
The Killers - "Day and Age"
The Smiths - "The Sound of The Smiths: The Very Best of The Smiths"
Metallica - "Death Magnetic"
Mariah Carey - "E=MC"
Coldplay - "Viva la Vida"
Fleet Foxes - "Sun Giant EP"
Ihsahn - "Angl"

Putz! The Killers, mais uma coletânea dos Smiths com as mesmas músicas, Mariah Carrey...
Ouvi dizer que Ryan Adams estava tentando parar com as drogas. Pelo jeito, não tá conseguindo.

sábado, 29 de novembro de 2008

Bob Dylan - Blood of the Tracks


Descobri essa preciosidade e não largo mais. Bob Dylan provando mais uma vez o quanto a felicidade pode ser fácil.
O "Blood of the Tracks" tem sido a minha mais doce companhia.

Talvez não fosse sensato dizer publicamente que gostei mais desse disco, do que do clássico (e apontado como essencial) Blonde on Blonde.
De qualquer forma, na dúvida, fique com os dois.
Aproveito para lembrar que Bob Dylan foi eleito como o 7° melhor cantor de todos os tempos na lista organizada pela revista Rolling Stone.
Convenhamos que voz não é muito o forte do mestre do folk. Álias, a lista em si, é uma piada sem graça.

Download Blood of the Tracks.

Radiohead no Brasil...

E foi dada a largada para a maior histeria indie que esse país já viu...


Finalmente, depois de longos anos de espera, o Radiohead (banda querida de 10 entre 10 indies) confirmou sua vinda ao Brasil, em março de 2009, para duas apresentações históricas: 20/3 na praça da Apoteose (RJ), 22/3 na Chácara do Jockey (SP).

Os ingressos começam a ser vendidos no dia 05/12 nas bilheterias do Pacaembu e Maracananzinho, e no site http://www.ingresso.com/, pela singela quantia de R$200,00.

A banda islandesa, Sigur Rós, já vem sido apontada para abrir o show do Radiohead na turnê sul-americana (com shows também marcados no Chile e na Argentina), entretanto, segundo informações da impressa chilena o Portishead, deve abrir os shows do Chile.
Tendo em vista a tradição brasileira, a banda de abertura deve ser nacional. Especula-se a volta do Los Hermanos à ativa. O jornalista e ex-editor da finada revista Bizz, José Flávio Jr., disse, na comunidade da Bizz no orkut, que já havia dado a idéia na reunião de conselho da Oi (patrocinadora do evento). Sobre isso apenas o que eu já havia postado na comunidade:

"eu acho uma burrice a volta do los hermanos agora. desde o "4" ficou muito evidente que a sintonia entre a parceria amarante/camelo tava se perdendo, oq foi comprovado agora, depois que seus projetos-solos foram lançados. los hermanos, na minha opnião, é (foi, não sei) uma das bandas mais significativas do brasil, mas não adianta forçar, não mesmo! se eles tiverem que voltar, não vai ser por toda essa estratégia de marketing promovida por um show do radiohead no brasil, mas sim, com um álbum tão bom quanto o "bloco do eu sozinho"."
Mas essa é uma outra história.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Tchubirubing...


Vamos lá pessoal! Alguém aí consegue me dar uma explicação plausível pra esse inferno astral na vida de Marcelo Camelo?
Primeiro o meia-boca disco solo "Sou", seguido dessa maluquice que foi (ou é, não sei) os Imprevisíveis (lê-se Imprestáveis). Agora corre o boato do suposto namoro dele, com a cantora-sensação do momento, Mallu Magalhães. Como já tá muito na moda falar mal da Mallu, não vou me extender. Só acredito que sim, ela é talentosa, mas autista demais pro meu gosto. E autismo em excesso acaba por destruir a produção artística do cidadão. Mas a gente releva pela pouca idade da garota (ela tem apenas 16 anos).

Agora o Marcelo... Com 30? Viajando desse jeito...


Nessas horas acredito que o Amarante fez bem em pular fora do Los Hermanos, antes que o barco afundasse de vez.

E enquanto isso, na sala de justiça, o ex-hermano segue firme com o Little Joy, junto com Fabrizio Moretti e Binki Shapiro. Segundo o Popload (do jornalista Lúcio Ribeiro) a banda já anuncia os shows marcados pro Brasil:

"LITTLE JOY NO BRASIL - A banda de Amarante/Moretti engrossa a lista de shows já grande de 2009 no Brasil. De 23 a 31 de janeiro, Rio, SP, BH e Salvador recebem o stroke solo e o ex-hermano. Acho que no Rio está definido que a apresentação será no mitológico Circo Voador."
(popload - 18/11/2008)



Falando nisso, essa semana o Little Joy lançou o clipe de "Unattainable". Uma delicada pérola pop, moldada pela bela voz da bela Binki Shapiro.


Melhor e mais saudável.
Camelo que continue no deserto.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Teenage Fanclub - Grand Prix

Download: http://rapidshare.de/files/17497677/1995-grand-prix.zip.html
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A banda escocesa mais influente do pop mundial num disco histórico, Grand Prix, de 1995.
Uma aula de música pop.
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Tenho ouvido muito essa obra-prima, Grand Prix tem sido meu companheiro de viagem até a faculdade. O que me faz lembrar que, na correria dessa semana, não tenho atualizado meu mp4, amigo e parceiro de todas as horas.
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Pra quem gosta de: sonhar acordado.
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Reciclando velhos vícios...

Depois do post sobre o "Sha Sha" do Ben Kweller, confesso a vcs, leitores (???) que adoro reciclar antigos vícios. Na verdade, sempre achei que um disco que escuto hoje, é uma ponte pro que irei recordar amanhã.
E hoje recordo que meu irmão tinha uma fita vhs de um especial de bandas alternativas brasileiras tocando ao vivo no Lado B, da MTV. E a banda que eu mais gostava era o Pin Ups, que no show tocava "To All Our Friends".

Com certeza, o Pin Ups é a mais significativa das bandas undergrounds brasileiras, perpetuando aqui todo o legado do Echo and The Bunnymen. A banda surgiu em 88, em São Paulo, mas só em 92, o Pin Ups contou com a clássica formação: Zé Antônio (guitarra), Eliane (guitarra), Flávio (bateria) e Alê (vocal e baixo).
Em 95, já depois de quatro discos lançados, começou o que seria chamada de trilogia cinematógrafica, com o lançamento do álbum "Jodie Foster".
Em 97, a banda lança o disco que, na minha opinião é o melhor trabalho deles, "Lee Marvin", que trouxe canções como "Loneliness", "You shouldn't go away" e uma das melhores músicas da banda, "Guts".
A trilogia é encerrada, com o álbum "Bruce Lee" em 99. Na faixa "To All Our Friends" a banda já mostrava um aparente cansaço com a correria das turnês. O ponto forte do álbum são os solos e ao arranjos de guitarras, vigorosos, concisos, elegantes, que respaldam o vocal delicado de Alê – ponto para Zé Antônio, o “guitar hero”. Simples, sem ser simplório, a banda escapa dos dois vícios que acometeram o pop brasileiro (sim, eles cantam em inglês, mas são brasileiros): não tenta ser “cabeça” nem estúpida. No Pin Ups, sobra sinceridade, coisa que pode ser vislumbrada num registro acústico ao vivo, já que o show é um dos maiores veículos de divulgação para o circuito underground e a sua principal razão de existir, permitindo o contato direto com o público.
Boa parte das músicas do show vêm do álbum anterior, “Lee Marvin”, sendo que as mais lentas se destacam – “Weather” (tão bonita quanto a versão original), “Loneliness”, “Guts” -, mais covers interessantes, como “The Model”, do Kraftwerk (muito boa) e “Revolution”, dos Beatles.
"Bruce Lee" encerra a trilogia, e a banda anuncia o fim durante um show em Sorocaba, interior de São Paulo.
Para quem conhece o Pin Ups é uma excelente pedida, e para quem não conhece, nunca é tarde para começar!

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Viver a Vida (Vivre sa Vie)

O que existe de mais perigoso quando se fala em Jean-Luc Godard? Submeter-me ao rótulo de pseudo-cool-underground-blasé, ou cair na obviedade de falar bem de um cinesta vanguardista?
Mas se o que vale é a intenção, pois bem! "Viver a Vida" (Vivre sa Vie, França, 1962) soa com um afago no rosto, seguido por um tapa com luva de pelica.
A história é a de uma jovem vendedora de discos, Nana (Anna Karina), que acaba cedendo as "facilidades" da dura vida de prostituta, e que segundo o narrador “vendeu seu corpo, mas guardou pura a alma”.
Para ela, tudo que acontece em nossas vidas é de nossa total responsabilidade, não deixando espaço para que o mundo exterior intervenha no nosso destino. No entanto, a seqüência final representa, claramente, o oposto, ou seja, como, muitas vezes, fazemos parte de um jogo em que cada movimento é determinado por forças externas.
"O pássaro é um animal com exterior e interior. Tire o interior e sobrará o exterior. Tire o exterior e verá a alma". Pássaro, símbolo da liberdade. Nana não é um pássaro, Nana não é livre - assim como todo ser humano.
O filme é cortado em 12 quadros (ou episódios) e cada qual representa a via-crucis da protagonista.
O que pude perceber na obra, é uma desconstrução da idéia de liberdade, e de que até que ponto podemos conhecer o ser humano.
E Godard nos desafia a conhecer a protagonista: Nana de perfil, Nana de frente para a câmera, depois de costas para a câmera, depois chorando no escuro do cinema, fumando um cigarro em um café, prestando depoimento cabisbaixa, flertando com a câmera, dançando, se auto-descrevendo... De um plano a outro, a iluminação varia para encobri-la de sombra ou banhá-la de luz. Esta é a beleza do filme: a luz e sombra. Godard filmou o eclipse de um rosto, o rosto da belíssima Anna Karina.


Um filme envolvente.
À maneira de Godard.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

O Honesto R.E.M

Parafraseando o que o Lúcio Ribeiro disse certa vez em relação a especulação de um show do Radiohead no Brasil, quem "acendeu sua vela indie" saiu ganhando. Depois de oito anos sem nenhum show no Brasil (o último foi a histórica apresentação no Rock in Rio III), o R.E.M, banda liderada pelo simpático Michael Stipe, chega ao Brasil pra uma mini-turnê de quatro apresentações, que começará hoje, quinta-feira (06), em Porto Alegre. No sábado (08) a banda segue para o Rio de Janeiro, e finaliza com duas apresentações em São Paulo (10 e 11).

Depois do "the greatest hits" apresentados no último show da banda em terras tupiniquins, o foco dessa vez, está no último e excelente álbum "Accelerate" e algumas velharias do fundo do baú.
Desde que iniciou a turnê, em março desse ano, já se foram quase 80 apresentações, alguns abertos pelo Modest Mouse.
Dizem, que nenhum show do R.E.M é igual ao outro. Um dos momentos mais fortes do show é quando "Electrolite" é tocada. É quando Stipe pede para que todos elevem seus celulares ao céu e finaliza dizendo que, as luzes deixam o show parecido com o Hollywood Hill ao anoitecer.

Não dá pra prever um show do R.E.M, e com certeza um será diferente do outro. Mas a banda, em sua melhor forma, mostra que apesar disso, serão apresentações igualmente históricas.


Da série: Não ouvi e não gostei.

Acho que, ao contrário do que é anunciado na capa do disco, ninguém mais espera o "Chinese Democracy" do Guns n' Roses. Ainda sim, a banda do agora, gordo, velho e cabeludo Axl Rose, lança no dia 23 desse mês o disco que, por pouco não vira lenda na história do rock.
Foram 17 anos de espera, desde que o último disco de inéditas do Guns foi lançado. Nesse meio tempo, Axl engordou, fez um patético show no Rock in Rio em 2001 com a apresentação oficial do guitarrista Buckethead e seu balde de fast-food na cabeça.
Álias, da clássica formação do Guns, apenas Axl permanece. O Chinese Democracy já está disponível no site das Americanas.com pela bagatela de R$27,90.
Com certeza, um disco que esperou mais de 15 anos pra ser lançado, não vai nos acrescentar nada de novo.
É a mesma farofada de sempre.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Os Imprevisíveis


Marcelo Camelo em Os Imprevisíveis.
http://www.myspace.com/imprevisiveis


Eu, com certeza, era uma das maiores fãs de Marcelo Camelo. Ainda acredito que isso seja excesso de Chico Buarque e palmito.


Eu ia comentar, mas acho que é uma piada. Só pode ser.

Ben Kweller



"Saudade das minhas lembranças!". Assim diria o Nervoso se estivesse em meu lugar. A saudade, no caso, é de mim mesma. Não sei explicar muito bem, mas de repente tive uma vontade enorme de voltar a escutar discos que eu adorava e que já estavam um pouco esquecidos.

Quando eu tinha 16 anos, dois discos não saiam do meu cd player: "Wowee Zowee"(1995) do Pavement, e o "Sha Sha"(2002) do super-cool, Ben Kweller. Pois hoje, Ben em especial me pegou (novamente) de jeito, e me bateu uma saudade da época em que fazendo planos sustentados pelo nada, eu cantarolava feliz da vida "how it should be".
Eu queria conhecer o Ben Kweller, ele parece ser um cara bacana. Aos 13 anos, em plena febre grunge, formou o Radish, banda com a qual Ben adquiriu certo sucesso.
Insatisfeito a banda se defez em 1999 e, influenciado pela cena alternativa de Nova York, Kweller decide lançar-se como cantor solo agregando a sua música influências (Bob Dylan, R.E.M, Beatles...) até então escondidas na época do Radish.

"Sha Sha" foi gravado no verão de 2001 e lançado em 2002, mostra um Kweller mais maduro musicalmente, com grandes influências do folk e do rock alternativo americano.

Fora isso, eu diria que é um disco feliz, com faixas cativantes como "How it should be", "Commerce, TX", "In others words" e "Lizzy".


quinta-feira, 3 de julho de 2008

In the Sky with Diamonds




Repetindo o sucesso do projeto virtual, Sargento Pimenta, o Álbum Branco, que este ano completa 40 anos, ganhará versões de bandas brasileiras.

É inegável a influência que os Beatles exerceram e ainda exerce na música. Essa influência no rock brasileiro se torna cada vez mais evidente com o surgimento de novas bandas independentes, ora no velho estilo iêiêiê, ora na fase madura e psicodélica dos garotos de Liverpool.
Com toda certeza, dois dos álbuns mais citados pelos fãs do Beatles psicodélico seria o "White Álbum" e o "Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band". Esse último, completou em 2007, os 40 anos de seu lançamento, sendo homenageados com um projeto virtual que ficou conhecido como Sargento Pimenta. Esse projeto reuniu várias das mais comentadas bandas do cenário independente brasileiro para fazer versões do álbum que revolucionou o mundo pop em 1967. O resultado foi uma coletânea multi-facetada oscilando entre versões estranhas ("Sgt.Pepper’s Lonely Hearts Club Band" por Madame Mim) e delicadas e coloridas ("Lovely Rita" por Fuzzcas e "Getting Better" por Filhos de Judith).
Agora, no ano de 2008, o produtor Marcelo Fróes, aproveitando o sucesso do projeto Sargento Pimenta e as comemorações dos 40 anos do White Album, resolveu investir na idéia e está recrutando versões de bandas brasileiras através de uma comunidade no orkut para o Projeto Album Branco. A idéia é lancar o primeiro volume até novembro de 2008. A novidade aí, é que dessa vez estão sendo aceitas inscrições de bandas brasileiras em qualquer estilo, desde que cantem em inglês, e respeitando a música e a letra original.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Pullovers


"Pimple Princess" - Pullovers

Uma das mais legais bandas brasileiras.


"Riding Lessons", segundo cd da banda paulista Pullovers. Obrigatório! http://rapidshare.com/files/76616815/Pullovers_-_Riding_Lessons_Ripped_by_DeLoChO_.zip.html



Créditos: Comunidade Pullovers

Da série: Tentando usar o MSN para o bem.

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Talita diz: sim, sim! concordo, ninguém consegue viver no mundo da maionese
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Cherry Chelly diz: eh uma questao de inteligencia
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Talita diz: é vero, talvez seja mesmo... mas ser inteligente não é saber de algo legal que se viu na internet ou no discovery channel... não é falar tudo o que sabe, saber as palavras do dicionário, simplesmente não é!
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Talita diz: inteligência é saber usar sabiamente todo o seu repertório é muito fácil e ainda assim, conseguem complicar a vida
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Cherry Chelly diz: isso eh experiencia ou onisciencia
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Talita diz: hahahaha! experiencia mesmo
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Talita diz: sabe, a um tempo atrás eu tava tentando fazer milhões de coisas ao mesmo tempo acabei q descobrindo que essas coisas me irritam um pouco.
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Cherry Chelly diz: ah, eh uma merda
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Talita diz: é sim! hoje, meus projetos são realizados com a maior simplicidade e ergonomia possivel, não dá para criar 10 mil coisas desnecessárias! isso me irrita...
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Cherry Chelly diz: eh preciso que as pessoas tenham vontade e pé no chão... a falta de noção da realidade, do tempo, do custo/beneficio. Meu Deus, e essas pessoas se gabam de si mesmas! Muito!
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Talita diz: foi como eu disse, tudo é muito fácil e ainda conseguem complicar a vida
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Cherry Chelly diz: acho q estamos usando o msn para o bem
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Talita diz: pelo menos para o nosso próprio bem...

terça-feira, 1 de julho de 2008

Beck

Chega a ser perigoso falar de um disco que eu nunca ouvi. Pelo que li, o "Midnite Vultures" (1999), do americano Beck é um bem-humorado cd com influência da soul music. Prince é a principal referência. Mas também tenho lido críticas bem negativas dos fãs em relação a este cd, muitas vezes apontado como o pior da carreira de Beck.
Ler criticas negativas dos próprios fãs brocha um pouco o cidadão, ou pelo menos é o que na maioria das vezes, acontece comigo. Mas ao ouvir Sexx Laws, uma das faixas do "Midnite Vultures", a curiosidade bateu mais forte.
O clipe é ótimo, saltinhos, blusa esvoaçante (um luxo!), rodopios, charme, e uma música incrível, daquelas que te desafiam a ficar parado.
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Como bem disse alguém: "Beck Hansen é o cara mais legal do mundo."
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Preciso baixar o "Midnite Vultures" já!

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Love & Communication

Probably, the greatest record she ever did.




Talvez "The Greatest" (2006) de Cat Power tenha sido o álbum que mais me pegou desprevenida nesses últimos tempos. Nele Chan Marshall deixa de ser a queridinha do indie/folk e se atira em influências da soul music e do blues.

"The Greatest" começa tímido, sem deixar de ser admirável. O piano, umas das marcas registradas no trabalho de Marshall, ganha aqui destaque, fazendo parte de um corpo maior, mais complexo e ao mesmo tempo sublime e familiar. A voz rouca da cantora se atreve mais que o habitual dividida entre os bons trabalhos de backin vocals,seguindo assim até a última faixa,sem gradientes de intensidade ou qualidade,e a sublime "Love and Communication",encerra o "The Greatest", fazendo com que o álbum termine da melhor forma.

Ao ouvir esse disco com nome de coletânea fica a impressão de que a cantora parte para rumos mais conceituais, querendo ser levada mais a sério, mas obviamente essa presunção é uma dedução minha. E assim Chan Marshall, mais conhecida como Cat Power, segue linda, com um coração em chamas...
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Como uma brisa... Até o telhado voar.